sexta-feira, 24 de julho de 2009

MAIS UMA FORMATURA DO PROJETO MARIA MARIA DA CUFA


A alegria da formanda recebendo o diploma e cumprimentos da mesa oficial


A paraninfa Ivonete Pereira dos Santos


Coordenadora do projeto Maria Maria - Montenegro/RS, Mariléia Vargas e a Esteticista, Solenir Vieira


As formandas do curso de Manicure e Pedicure do projeto Maria Maria de Montenegro/RS


Maria Maria é um movimento de mulheres da CUFA (Central Única das Favelas). As Marias são mulheres da CUFA nos estados, que além de constituir um projeto coletivo e democrático dentro da instituição, tentam organizar o discurso das mulheres das periferias sobre tudo as jovens, para que elas possam se estimular e participar dos processos de decisão, e ocupação de espaço. O Núcleo Maria Maria de Montenegro/RS está atuando nos Bairro SENAI (Vilas Esperança e Mutirão).
Coordenando pela professora Mariléia Vargas, o núcleo Maria Maria tem a parceria com as Associações dos Moradores das Vilas Esperança e Mutirão e ESF – Montenegro (Estratégia de Saúde da Família), onde as atividades das mulheres que integram o projeto baseiam-se em torno de um tripé que pode dar uma guinada em suas histórias de vida, sendo nesta primeira etapa, trabalha-se questões de saúde da mulher, autoestima e atividades de autosustentabilidade. Na formatura da Oficina Manicure e Pedicure, ministrada pela esteticista Solenir Vieira, de forma voluntária; iniciou em março, com 30 mulheres do bairro SENAI, prosperaram 16, sendo que uma participante veio falecer no decorrer do curso, foi passado os ensinamentos de um ofício que pode exercer o papel de um extra na renda da família.
O conteúdo desenvolvido foi: o que é ser manicure e pedicure; quais as características desejáveis para ser manicure e pedicure; qual a formação necessária para manicure e pedicure; áreas de atuação e especialidades; mercado de trabalho; higiene e limpeza dos materiais; como montar um kit de manicure e pedicure; passo a passo de manicure e pedicure; aulas práticas e de cidadania.
A paraninfa do curso de manicure e pedicure foi Ivanete Pereira dos Santos, uma das criadoras do Maria Maria do RS, conhecida nos palcos como Lady Net é mãe de seis filhos, faxineira e rapper, mas acima de tudo é uma guerreira. Apesar de todos seus talentos seu maior dom é transitar com tranqüilidade em todos os meios, promovendo diálogos entre realidades diferentes sem perder sua identidade. A competência da Lady em traduzir os anseios de sua aldeia, faz dela universal. Ela nasceu no mesmo dia em que o mundo comemora a declaração universal dos direitos humanos, dia 10 de dezembro. Instintivamente passou a vida lutando por estes direitos, nos seus 47 anos de vida teve uma trajetória que foi de menina negra comercializada no recôncavo baiano, à cantora de Rap em uma das cidades de colonização mais germânica do Brasil.

terça-feira, 14 de julho de 2009

COORDENADOR DA CUFA/RS MANOEL SOARES CONQUISTA O PRÊMIO DA SOCIEDADE INTERAMERICANA DE IMPRENSA (SIP) COM A SÉRIE DE REPORTAGENS "A EPIDEMIA DO CRACK


http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2565457.xml&template=3898.dwt&edition=12630§ion=1003




Ao revelar o avanço aterrador do crack na sociedade gaúcha, a excelência do jornalismo praticado em Zero Hora obteve o reconhecimento de uma das principais premiações das Américas. A série de reportagens “A Epidemia do Crack” conquistou o prêmio da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) na categoria Jornalismo em Profundidade.

Conforme a SIP, a série chamou a atenção pela forma como apresentou o drama humano da droga e contextualizou sua expansão no Rio Grande do Sul – já em julho do ano passado.

A entrega das 11 categorias do Prêmio Excelência Jornalística 2009 ocorrerá em novembro, em Buenos Aires, na Argentina, durante a 65ª Assembleia Anual da SIP. O anúncio oficial foi feito ontem, em Miami (EUA), pelo presidente da Comissão de Prêmios da instituição, Fabricio Altamirano.

– A qualidade dos trabalhos reflete o alto nível do jornalismo que se realiza na América Latina e na América do Norte – disse Altamirano.

A série “A Epidemia do Crack” foi realizada pelos repórteres de ZH Itamar Melo e Patrícia Rocha. Durante dois meses de investigação, eles conversaram com dezenas de dependentes, ouviram especialistas, questionaram autoridades e visitaram cidades assoladas pela droga. A reportagem também contou com a participação, por meio de artigos diários, do repórter Manoel Soares, da RBS TV.

Em 25 páginas publicadas ao longo de oito dias consecutivos, “A Epidemia do Crack” demonstrou que a droga estava presente em todas as classes sociais e faixas etárias, destroçando famílias, convulsionando comunidades, produzindo caos no sistema de saúde e desencadeando ondas de violência.

Entrevistas com juízes de Direito, médicos, universitários e empresários que tiveram a vida esfarelada pelo vício mostravam que já não havia nenhuma barreira para a droga: o crack estava instalado na alta sociedade.

A série já havia vencido o prêmio de reportagem da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) e está no livro 45 Reportagens que Fizeram História, lançado neste ano por ZH.